
29 dezembro 2010
Quase a fechar 2010



23 outubro 2010
Mestre DeRose no Páginas Soltas
Uma entrevista dada há três anos, que contém informações preciosas e se mantém actual.
13 outubro 2010
Tagore, o grande humanista



03 outubro 2010
COMER ORAR AMAR, o livro e o filme
O livro começa com a análise da personagem principal ao seu momento actual, numa linguagem criativa e com um humor inteligente. É fascinante na exploração inicial das emoções, das dúvidas e na coragem com que se olha para si mesmo pondo em causa aquilo em que se acredita. Mas depois parece que a criatividade linguística e descritiva esmorece (ou se esgotou). Mal Liz parte para Itália, a autora socorre-se sobretudo de estereótipos, que vão ficando mais recorrentes à medida que a narrativa avança. Vai-se instalando o fácil e o óbvio. Diria que o livro vale pelo início.
O filme ficou colado ao livro, mas sem o humor e a beleza da linguagem que este evidencia na primeira parte. O resultado fica morno, ou versão «light», se preferir. Poderia ter sido enriquecido por uma banda sonora mais forte; a qualidade da fotografia até pede com frequência um som mais intenso e apelativo.
O filme vale pela Julia Roberts e a realização deixa isso bem claro, privilegiando a todo o momento os grandes planos que permitem que a arte da actriz se revele.
Lina Chambel
14 junho 2010
A ADY no Facebook
O modo como uma amizade começa é de menor importância - importantes mesmo são os amigos que nos acompanham ao longo do percurso. No fundo, eles são a familia que escolhemos, aqueles que desejamos ter perto nos bons e maus momentos, com quem dividimos vitórias e derrotas, com quem partilhamos tempo e experiências. É irrelevante se estamos sempre juntos ou se nos encontramos de vez em quando. Podemos até passar anos sem estar com alguns deles - o carinho que nos une permanece e o nosso coração transborda de alegria quando os vemos.
Ontem, abri finalmente uma conta no Facebook em meu nome individual e abri uma conta para a ADY, de modo a podermos estar mais perto uns dos outros. Ainda não pararam de chegar convites, alguns de pessoas que não vejo há imenso tempo. Que alegria! Como é bom poder ficar perto de tantos de uma forma tão simples!
A conta do Facebook da ADY pretende ser um espaço interactivo onde todos os sócios da Associação possam partilhar experiências e conhecimento, não só entre si, mas com outros amigos, praticantes e instrutores de SwáSthya Yôga que desejem manter-se ligados a nós.
Yôga significa «união» e o SwáSthya Yôga celebra o convívio alegre que une o grupo e faz crescer cada um dos indivíduos que o compõe.
01 junho 2010
1º ANIVERSÁRIO DA ADY
27 abril 2010
A Alimentação e o Yôga Antigo
08 abril 2010
Egrégora


19 março 2010
Ser Pai Hoje

14 março 2010
Fernando Pessoa sobre o autoconhecimento
23 fevereiro 2010
Generosidade e União

Este conceito pressupõe compreensão e amor profundo. Inclui compaixão - um termo que tende a ser entendido no mundo ocidental com algumas conotações negativas, acrescentadas pela cultura que nos envolve. Compaixão, tal como a entendo, é um sentimento que nos aproxima de tal forma da entidade que o desperta, que nos faz sentir do mesmo modo que ela, sem a distância entre o observador e o observado. Esta idéia parece até estranha, numa cultura que incentiva a expressão da individualidade e a afirmação pela diferença.


12 fevereiro 2010
A Cigarra e a Formiga
No entanto, não é só de dinheiro que se trata. Pelo que tenho observado, consideramos cada vez mais fundamental o sucesso profissional e parece que esse plano ganhou terreno relativamente aos outros. Ainda há muito quem trabalhe apenas para pagar as contas e suprir as suas necessidades de sobrevivência, mas a maioria de nós pretende retirar satisfação da sua actividade profissional. Até aqui, tudo bem. Mas... pode retirar-se satisfação a pintar paredes muito bem ou a lavar carros bem lavadinhos. Aqui há tempos, um antigo aluno meu, depois de se ter formado em gestão, estava contentíssimo porque tinha arranjado trabalho como jardinheiro: era certamente apenas a perspectiva de um trabalho agradável que o movia.
Pensando melhor, muitos de nós procuram também que o seu trabalho lhes dê qualquer sensação de poder (até aposto que consegue identificar rapidamente vários exemplos desta variante). A maioria parece precisar sobretudo de se sentir útil, ou até imprescindível. E todos estabeleceram um determinado standard, ao nível do qual têm que estar à altura, pois é isso que os outros esperam dele e ele espera de si próprio. Entretanto, os seus chefes exigem que atinja objectivos cada vez mais ambiciosos, ou então a carga de trabalho vai aumentando quase sem se dar por isso e a ocupação profissional vai ganhando cada vez mais terreno relativamente às outras dimensões da vida.
O tempo tem ficado cada vez mais curto para convivermos, para nos divertirmos e para cuidarmos de nós. Cada vez temos mais dificuldade em manter relacionamentos afectivos (até mesmo em iniciá-los), a família vai dispondo de um tempo cada vez menor (tanto, que muitos relegaram para a escola a tarefa de educar os filhos) e para cuidar de nós... é melhor nem falar.
A maioria de nós esgota-se a trabalhar e o tempo vai passando! É até comum os recentes reformados desenvolverem problemas do foro psicológico por não conseguirem ocupar o seu tempo livre: ficam deprimidos, muitas vezes para o resto da vida, por puro tédio. Um dia, chega a hora de passar para outros planos e a vida passou por eles sem que chegassem a saber quem são, para lá do sr. contabilista X, do sr. cozinheiro Y, ou do sr. advogado Z.
A questão é: será que estamos a tirar verdadeiro prazer da companhia da pessoa com quem partilhamos a nossa vida? Será que estamos a usufruir o bastante dos nossos pais, dos nossos filhos, netos e amigos? Será que temos tempo livre para as coisas que nos dão prazer? Será que temos tempo?
Lembra-se da história da cigarra e da formiga? O moral da história é que transpire a trabalhar arduamente durante todo o Verão, para descansar e ter alimentos durante o Inverno. Bem, como dispomos hoje em dia de ar condicionado e aquecimento central, já é altura de equilibrar as coisas! Se, por outro lado, estamos a fazer da nossa vida um eterno Verão de trabalho, isso significa que a formiga consegue ser mais inteligente do que nós. Já agora, aproveito para declarar que sempre achei esta estória horrível, com a formiga a deixar a cigarra lá fora a morrer de fome e frio - foi por isso que desenvolvi uma simpatia secreta pela cigarra, desejando que ela tivesse sido descoberta por um caçador de talentos e se tivesse tornado mundialmente famosa (imagino-a sempre a dar concertos fabulosos, com a formiga sentada na última fila da plateia a roer-se de inveja, depois de ter contado os tostões bem contadinhos para conseguir comprar o bilhete)!


24 janeiro 2010
Semana de purificação intensiva
Sei que mais alguns gostariam de ter seguido o programa connosco, mas tal não foi possível devido a circunstâncias várias das suas vidas. Teremos mais oportunidades, sabendo que em grupo tudo se torna mais fácil. Essa é uma força muito grande, a do grupo de pessoas que persegue os mesmos objectivos. Permite-nos conversar sobre os pequenos quês e porquês, trocar experiências e não nos sentirmos sós. É isso sobretudo que a ADY pretende ser: um espaço de partilha de experiências, apoio a todos e a cada um, incentivo para nos conhecermos a nós próprios cada vez mais e para evoluir.
O sistema alimentar que seguimos é um aspecto preponderante da nossa vida diária. Para evoluir no Yôga, é imprescindível fazer alterações no comportamento alimentar. Para perceber a razão para essas alterações, é preciso passar pela experiência de as implementar e verificar as diferenças na prática.
O kriyá também é fundamental no SwáSthya Yôga, mas esse é assunto para outra conversa.